2007-06-10


Estamos em todo o lado e estamos a ganhar!

Como tinha avisado, não tive tempo para um acompanhamento decente dos últimos dias da contestação ao G8. No entanto, como também já tinha dito, o Indymedia português fez um excelente trabalho e permitiu que a preguiça e a falta de tempo de uns não estragasse a vontade de ter fontes alternativas de notícias sobre as mobilizações contra o G8 na Alemanha. Ou seja, permitiu-nos saber o que aconteceu, minuto a minuto, no dia 7 e 8 (1, 2, e 3).


Para além disso, presenteou-nos ainda com uma reportagem feita na primeira pessoa por um dos que se levantaram para marchar durante horas com o intuito de impedir o G8 de decidir mais barbaridades.

Não nos esqueçamos também da primeira experiência de rádio online portuguesa orientada para os protestos e que deverá continuar como instrumento de divulgação do pensamento e das actividades libertárias. Nesta rádio, encontrarás notícias, entrevistas e análises sobre os acontecimentos na Alemanha, num registo áudio sem precedentes.

Para ambos os colectivos, os meus parabéns, extensíveis a quem, em Lisboa e no Porto, não deixou de se mobilizar e tentar, a milhares de quilómetros de distância, fazer a diferença.

Espero que este blog tenha também contribuído para furar a censura mediática que pretende impedir que se saiba que 10,000 pessoas conseguiram, pacifica e efectivamente, bloquear a cimeira dos G8 por terra, contra uma força brutal e selvagem de 16.000 polícias e de milhões e milhões de euros em material para os agredir.

Porque a verdade é que os bloqueios, que começaram quando centenas de delegados ao G8 chegavam à Alemanha, conseguiram realmente impedir a chegada de alguns às instalações da cimeira em Heiligendamm. Os manifestantes bloquearam a maioria das estradas, entrando na zona de manifestação proibida perto da barreira metálica com que se protegiam os poderosos. Apesar da maior operação de segurança alemã desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a organização do G8 teve que apelar a um “Plano B” para levar delegados à cimeira do G8, utilizando barcos ou helicópteros.

As delegações foram, entretanto, embora. Os manifestantes também começaram a voltar a casa. Mas, da mesma forma, que os donos do mundo continuarão a congeminar para fortalecer o seu domínio, os contestatários terão que voltar às suas lutas quotidianas por um mundo diferente.

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