
O Indymedia português foi fechado por alguém exterior ao site. Tratava-se do local onde os manifestantes e as testemunhas do que se passou em Lisboa a 25 de Abril iam colocando os seus relatos e contrapondo os seus argumentos aos da polícia, que eram e são transmitidos pela própria instituição e pelos média empresariais.
Ainda antes do fecho do site, as notícias relacionadas com a manifestação e a repressão que se lhe seguiu foram apagadas. Mais uma vez não se tratou duma acção dos gestores do Indymedia, mas sim de um ataque exterior.
Não é difícil imaginar quem o terá feito, principalmente depois de ouvirmos que o governo acredita que não houve abuso de força durante a manifestação de quarta-feira, 25 de Abril, no Chiado. Há um inquérito a decorrer à carga policial mas o secretário de Estado José Magalhães nem precisa da conclusão para deixar a garantia.
Ou talvez seja preciso olhar a coisa de outro lado e ver nas palavras de José Magalhães a story borad para o tal inquérito. Tendo medo que o inquérito possa desvendar verdades inconvenientes, o governo apressa-se a dizer a que conslusões é que se deve chegar.
Este ataque à liberdade de expressão, acontecido depois do ataque à liberdade de manifestação, já não deixa margem para dúvidas sobre o sistema em que hoje estamos inseridos.
A palavra aos censurados:
"O nosso site foi atacado e alguém, de fora, apagou uma série de fotos e de textos relativos à carga policial do passado dia 25 de Abril.
Parte dessa informação foi reenviada para outros sites da indymedia (brasil;Madrid;Barcelona;indy.org…)
Passem informação.
O objectivo, para além de tentar calar testemunhas em prol do que os media andam a contar, foi também o de não mostrar a identidade de pelo menos 2 elementos das forças de intervenção - polícias à paisana. Tarde demais.
As suas fotos estão neste momento, um pouco por todo o lado.
A internet veio mostrar uma nova forma de liberdade que o poder se mostra incapaz de compreender…
Que importa que o site para o qual colaboramos tenha caído momentariamente, se existem outros como este? Se a cada site que eles boicotam na tentativa de impedir que a verdade venha a lume, nascem de imediato 2, 3, …..
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De qualquer forma, lamentamos pelo incómodo, e assim que for possível voltarmos à nossa progamação habitual, teremos muito gosto na participação livre de todos os que o quiserem fazer."
O novo site onde as actualizações têm sido colocadas é o Cravado no CarmoUm dos bons relatos sobre o assunto (o da repressão) pode ser encontrado aqui
Etiquetas: Direitos Humanos
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